Blog da disciplina Mídia, Infância e Educação, do Curso de Pedagogia da Unisul, semestre 2011-1. Neste espaço as alunas e a professora da disciplina irão compartilhar suas experiências na trajetória do desenvolvimento de uma pesquisa acerca do uso e significado das mídias para as crianças. Descobertas, reflexões, dúvidas, dificuldades, etc, serão compartilhadas aqui. Seja bem-vindo!
Professora orientadora: MSc. Daniela Erani Monteiro Will.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
10a Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis
A 10a Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis está com uma programação excelente: http://www.mostradecinemainfantil.com.br/. Vale a pena conferir! Além dos filmes, há também algumas palestras sobre produção audiovisual para a infância, inclusive com a participação de alguns dos autores que estudamos na disciplina, como Gilka Giraldelo e Monica Fantin.
Um abraço, profa. Daniela.
Publicidade na televisão...
Na entrevista com o diretor do filme “Pequenas Histórias”, Helvélcio Ratton, ela aborda diferentes questões relacionadas entre a criança e o cinema, aponta que o cinema deve agradar as crianças, mas, devem agradar aos adultos também. Evidenciando assim o direito da criança. Outro aspecto abordado foi a questão do ‘merchandising’ apresentado nos filmes e a relação com o consumismo.
Observando alguns livros disponíveis na Internet com relação a este assunto, aponto o livro Televisão, Publicidade e Infância de Inês Sampaio, este livro trata da publicidade na televisão e a infância. A autora aponta outros dois pesquisadores os quais dialogam sobre o consumismo transmitido através da publicidade. É fato que os programas televisivos são carregados de mensagens de apelo ao consumismo. Os infantis por sua vez não são diferentes. Infelizmente com este apelo consumista as crianças acabam sendo afetadas de maneira mais direta, uma vez que são ‘enganadas’ por propagandas de brinquedos lindos e mágicos. Ficando para os pais a tarefa de explicar que nem sempre é possível comprar o brinquedo desejado.
Fonte: SAMPAIO, Inês Silvia Vitorino. Televisão, Publicidade e Infância. São Paulo: Annablune, 2000 p.37. Disponível em: http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=sh_A2T_2vlQC&oi=fnd&pg=PA7&dq=mídia+e+a+infância&ots=v_i99TRT4S&sig=p4TUAP0qfGhW5Rw_uhAF1aARwZs#v=onepage&q=m%C3%ADdia%20e%20a%20inf%C3%A2ncia&f=false
Acessado em 23/06/2011.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
O Telespectador Infantil
A televisão permanece um objeto pouco pensado. Sabe-se um pouco sobre os papéis da TV, sobre sua inserção nas diferentes culturas, seus modos de funcionamento, sua audiência, sua influência...Mas esses trabalhos nunca tiveram um eco comparável aos que tratam de outros domínios do conhecimento.E por quê? Simplesmente porque a TV, pela sua própria natureza, desperta fantasmas de poder ligados ao fato de que mesmas imagens são recebidas por todo o mundo. A esses fantasmas veiculados pelo senso comum, veio juntar-se o discurso critico dos intelectuais que acabaram vendo na TV um instrumento de estandardização e homogeneização culturais; um instrumento de isolamento dos cidadãos diante de uma recepção solitária e passiva. (Wolton,1995,p.19)
quarta-feira, 15 de junho de 2011
A televisão e a imaginação infantil
A Qualidade da Programação Infantil na Televisão Brasileira
Rego (2004) nos relata que nos últimos tempos houve um aumento na qualidade de programas destinados as crianças, porém a grande maioria desse repertório está na TV por assinatura. E esta, por sua vez, segundo Belloni (2010) abrange “apenas 7% dos domicílios brasileiros”. Devido à baixa renda da maioria da população brasileira.
Segundo Magalhães (apud REGO, 2004), o que melhor se produz em televisão para crianças é limitado a uma pequena parcela da população brasileira. O restante dos brasileiros que não se incluem nessa parcela tem que se contentar com a “pobre” programação aberta, criando uma nova categoria de crianças excluídas, “as sem desenho”, que condenadas a ver uma “pobre” programação infantil, cujo esta cada vez menor em comparação à farta opção para poucas crianças privilegiadas.
Através da análise feita à grade da programação do canal BAND, pode-se perceber que este canal apresenta pouquíssimos horários destinados às crianças, pois durante a semana, de segunda a sexta-feira, são reservadas apenas duas horas e trinta minutos dedicados ao público infantil e nos finais de semana não há nenhum horário dedicado a esse público. Ou seja, a TV aberta tem diminuído e muito seus espaços para as crianças.
Diante da entrevista realizada com uma criança e através da pergunta feita a ela sobre: “Qual o seu programa preferido?”, a resposta obtida foi que seu programa preferido é o “Discovery Kids”. Ao questionar o porquê de ser esse programa (que na verdade, é um canal) ele me respondeu: “Porque tem bastante filminho”, ou seja, essa criança representa uma pequena parcela da população brasileira que possui o privilégio de ter uma programação de melhor qualidade.
Como Rego (2004) nos afirma, de modo geral parece não haver boa programação infantil para a grande maioria das crianças brasileiras. A abundante opção dos bons programas televisivos fica restrita a poucas crianças que possuem um nível econômico elevado (REGO, 2004).
Concluindo, penso que a TV aberta não possui uma programação infantil de qualidade porque prefere dar preferência ao público adulto e que “consome” mais. Como as novelas, por exemplo, na Rede Globo de segunda a sexta é transmitida cinco novelas por dia, ou seja, está escancaradamente demonstrada a preferência do seu público. Através de todas as reflexões citadas nesse texto, podemos concluir que as crianças merecem um maior espaço de qualidade na TV aberta, porém enquanto a lucratividade estiver por trás de praticamente quase tudo que passa na TV aberta isso será muito difícil de acontecer.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
O que é infantil nos programas infantis?
Ao longo da história a televisão reservou distintos lugares para as crianças, a infância foi sendo descoberta como um público extremamente fiel e exigente. Nos anos 50, foi quando a criança deixou de ser apenas espectadora e passou a ser também protagonista dos programas exibidos. Mas é a partir dos anos 80 que surge um novo conceito de programa infantil, rompendo com a concepção pautada em histórias da literatura ou em apresentações artísticas e voltando-se a animações e as gincanas.
Transformada em imagem, a criança assume um novo status, com significativos desdobramentos na ordem familiar, ela começa a ser reconhecida como consumidora, a parece nos apelos de marketing. As apresentadoras dos programas, começam a criar um '' mercado consumidor'', que vai desde bonecas e estampas em vestuários e até aparelhos eletrónicos.
A autora ainda destaca que parece uma utopia pensar uma programação infantil que inclua efetivamente as crianças em seu processo de produção, pois os programas infantis são feitos por adultos, ou seja, eles fazem aquilo que eles acham que é bom para a criança.
Sendo assim, deve-se pensar em programas infantis que considere a perspectiva infantil, não só deixar os adultos pensar o que é melhor para si mesmo, mais construir uma programação que as crianças gostem de assistir.
Referência
PEREIRA, Marisa Ribes. O que é infantil nos programas infantis?
quarta-feira, 8 de junho de 2011
No texto Mocinhas estranhas e Monstros normais nos filmes da Disney
- As histórias infantis, os relacionamentos amorosos, sempre tem um final feliz.
- As mulheres sempre tão frágeis e os homens fortes
- As mulheres são fofoqueiras
- No filme a Bela e a Fera, o fato de Bela godtar de ler incomodava todas as personagens , pois esta não era uma atividade aconselhável para uma garota.
Neste exemplo citado acima fica evidente que os filmes infantins são instrumentos que auxiliam na construção de pensamentos e conceito, e o modo como deve-se comportar o individuo na sociedade.
Outro fator relevante nos filmes é que existe sempre, o bem e o mau, o herói ou a heroina, o vilão e a vilã e o puro ou impuro.
"Essas dicotomia são apresentadas das mais diferentes formas através de recursos gráficos, textuais, sonoros e musicais que envolvem o personagem".
Segundo a autora um conjunto de procedimentos, técnicos, gráficos, discursivos opera de maneira pedagógica para ensinar formas de condutas relacionadas à heterossexualidade como sexualidade normativa.
Mas por outro lado penso que as produtoras de filmes infantis(ou familiares) estão modificando suas linhas de pensamento, passando a criar filmes que relatam nossa realidade, exemplos: No filme o galinho Tchiken Little os animais tem personalidades diferênciadas, dentre eles tem um porquinho que é homossexual, em SHERK a beleza do princípe sai fora dos padrões imposto pela sociedade e Fiona que opta por virar ogro e dispensa sua belesa de princesa, em meu malvado favorito o vilão se transforma no herói.