segunda-feira, 11 de julho de 2011

Mídia/Infância

Não podemos negar a importância e o crescimento do uso das mídias eletrônicas pelas crianças cada vez mais atingido diversas classes sócias e idades sendo para fins de pesquisas escolares, negócios ou lazer. O acesso ao computador e a internet se democratiza num ritmo relativamente rápido no Brasil.

Segundo os dados do comitê gestor da Internet (CGI) esses índices de equipamentos nos domicílios brasileiros estão aumentando significativamente: o percentual de domicilio equipados com o computador cresceu de 17% em 2005 para 20% em 2006 e 24% em 2007. Embora esteja ocorrendo significativo crescimento nos índices as desigualdade sociais são também extremamente acentuadas no que diz respeito ao equipamento domiciliar. BELLONI, Maria Luisa. Crianças e Mídias no Brasil: cenários de mudanças. 2010.

Muitos estudos têm mostrado a importância crescente das mídias na criação dos “mundos sociais e culturais das crianças”, onde ocorrem os processos de socialização.

Segundos o dado do IBGE, apresenta que a televisão está, todavia, presente na quase totalidade dos domicílios (98%). A freqüência a televisão é diária para grande maioria das crianças em todas as regiões do planeta onde o acesso a TV aberta existe; é um fato constante, com tendência a crescer onde o acesso é a inda menor e a ser estabilizar nas regiões onde ele é praticamente universal, como no caso do Brasil: em 2007, 98% dos domicílios estavam equipados com pelo menos um receptor de televisão aberta. BELLONI, Maria Luisa. Crianças e Mídias no Brasil: cenários de mudanças. 2010.

Partindo dos debates realizados em sala, percebeu-se que a mídia tornou-se uma ferramenta indispensável em nossas vidas, tanto no que diz respeito a estudo, entretenimento, pesquisa, noticias é pela televisão, radio, por exemplo, que as pessoas têm acesso a produções literárias, musicais, teatrais, dança ou cinematográficas. Nós como educadores temos como dever estar informados e ter conhecimento necessário em relação às mídias que estarão presentes em nossa vida profissional e pessoal.

domingo, 10 de julho de 2011

A criança e a TV

O universo do adulto e da criança estão entrelaçados no cotidiano de todos. Os adultos participam de atividades voltadas para infância como as crianças participam de atividades voltadas para os adultos. São seres que a todo momento se relacionam trocando informações.
Os adultos de certa forma não estão preparados para lidar com os diálogos que as crianças proporcionam, pois desejam preservar de assuntos considerados adultizados. Agindo desta maneria acabam de tal maneira, por não compreende-las.
Os adultos por quererem preservar as crianças de determinados fatos inclusive incluindo a televisão, acabam por deixar seus filhos (as)ocupados o maior tempo possível, sendo na escola e praticando atividades fisicas, sendo que, a criança no decorrer do seu dia até mesmo na escola assisti a determinados programas, desenhos, filmes, etc, destinados a outras faixas etárias assim compreendendo de sua maneira ou pedindo o auxilio daquele (a) adulto que estiver por perto.
A televisão influência na construção culturam de cada criança, pois, cada vez mais , fica dificil separa na nossa sociedade, o que é adulto do que é infantil, por mais que os adultos e as crianças realizam leituras, vivem e atuam de maneiras diferenciadas o mundo é o mesmo.
Nesta busca de garantir ás crianças o que os adultos consideram adequados as mesmas, cria-se um abismo cada vez maior entre as gerações, pois surgem linguagem tão próprias das infâncias que os próprios adultos não conseguem entender e, assim, as crianças são levadas a dialogar mais com a televisão do que com os próprios pais (BUCKINGHAM,2007).
As crianças a todo momento estão a frente de inúmeros tipos de informações, tanto destinados a eles quanto aos adultos mas que deve ter sempre a mediação dos adultos para estarem sempre explicando, ou seja, dialogando com seus filhos para melhor compreensão.

As Revistas Infantis

Nesta pesquisa que o grupo na qual fizeram parte as acadêmicas Marissol e Vanessa, focamos nas revistas infantis mas,não podemos deixar de analisar o quanto as mídias fazem parte do cotidiano das crianças e que a presença dos pais destas estão sempre presentes quando as mesmas utilizam qualquer tipo de mídia.
As crianças através das mídias passam a conhecer outras culturas além do que elas já possuem em outras realidades sociais. Por isso,para que elas incorporem algumas mídias, precisam identificar-se com o que é oferecido, ou seja, precisa haver certa ligação com a mesma se não, automaticamente as rejeitam.
Fomos atrás de revistas infantis em diversas bancas e livrarias da cidade de Florianópolis para obtermos um conhecimento maior existentes no mercado, e percebemos que a revista mais procurada pela as crianças é a Recreio.
Analisamos esta revista e percebemos o quanto as cores, os conteúdos como jogos, enigmas, educação e principalmente o merchandising, atrai as crianças para o consumo da mesma. É uma revista destinada à crianças de 7 a 12 anos e instiga a imaginação dos leitores e de certa forma influencia no gosto das crianças.
Sobretudo a relação com a mídia,é uma atitude das quais as crianças passam a conhecer o mundo por meio de vivências e experiências comuns,podendo ser, tanto virtuais quanto reais, que se ampliam e se modificam individualmente e coletivamente.
Contudo, através dos estudos que realizamos nesta disciplina,vivênciamos a importância da utilização das mídias no desenvolvimento educacional. Esta utilização deve ser de maneira adequada de modo que, a criança possa estar conhecendo a sociedade da qual esta inserida, ou seja, o mundo em que vivemos.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O uso da internet pelas crianças pequenas.

Podemos dizer que hoje as novas tecnologias de informação e comunicação vêm alterando a maneira de ser e de viver de cada sociedade, de cada família, de cada cidadão. Atualmente as pessoas têm saído menos de suas residências para fazer coisas rotineiras, como pagar uma conta, comprar alguma coisa que deseja, pois logo recorrem ao uso da internet. O telefone já é menos utilizado quando se faz uso do Messenger, sem falar de algumas outras mídias que estão sendo cada vez menos utilizadas, a exemplo disso, temos o rádio. A criança desta família, conseqüentemente, está inserida no meio digital, onde o computador pode ser um instrumento importante e freqüentemente utilizado. Sendo assim, passamos a ser responsáveis por uma geração onde a mídia está inserida em grande proporção na vida dessas crianças (MOTA, 2007, p.12).
Se considerarmos a importância das mídias como agentes de socialização e educação das novas gerações, “é imprescindível entender como elas funcionam para a compreensão de como se dão esses processos” (BELLONI, 2010, p.62).
A escola, como parte integrante dessa sociedade, com a preocupação de formar cidadãos críticos, busca formas de se adequar as novas tecnologias.
Hoje, em várias pré-escolas brasileiras, tanto da rede pública como privada, evidencia-se o uso da internet pelas crianças pequenas. Inclusive em uma pesquisa realizada com crianças do primeiro ano do Ensino Fundamental, no município de Florianópolis, o uso do computador foi citado como sendo a mídia preferida entre as crianças. Porém, nem todas as crianças tinham tido acesso a essa mídia, pois algumas sequer tocaram em um teclado de computador. (FANTIN; GIRARDELLO, 2008, p. 128).
O uso do computador pelas crianças exige critério, pois se pode afirmar que existem materiais pedagógicos de boa qualidade disponíveis na rede, mais é necessário que o profissional se disponha a procurar (FANTIN; GIRARDELLO, 2008, p. 129).
Quando os educadores utilizam recursos tecnológicos de comunicação, é fundamental que compreendam as características dessas tecnologias, para depois empregar seu uso, de maneira que venha a contribuir no processo de ensino-aprendizagem dessas crianças.

Televisão: a constante presença dessa mídia na vida das crianças.

Nos dias atuais temos vivenciado o crescente fato de que as crianças estão cada vez mais envolvidas pelas mídias, envolvidas no sentido de serem grandes receptores do conteúdo que é transmitido, no qual me refiro aqui principalmente à televisão. A mídia televisiva vem ocupando um lugar de destaque na sociedade ocidental, onde as crianças passam horas em frente à televisão, para ocupar o seu tempo livre. O que acontece na maioria dos casos é que a criança assiste o que quer, sem que aconteça a mediação do adulto. Algumas famílias conseguem fazer o controle sobre o tempo que as crianças passam diante da televisão, mas em contrapartida, existem famílias que não se preocupam tanto com esse fato, naturalizando o uso da televisão pela criança.
Falar do uso da televisão pelas crianças, logo me vem à cabeça, a programação que é destinada ao público infantil. Nos trabalhos que apresentamos na última quarta-feira, sobre quantos e quais são os programas infantis oferecidos por algumas emissoras de televisão em sua programação semanal, fiquei de certa forma impressionada com os resultados apresentados pela maioria dos grupos. Pouco tinha parado para fazer a reflexão sobre a falta de opção da programação televisiva para o público infantil. E ainda muitos dos programas que são ditos para as crianças, trazem muitas cenas de violência, como agressões com o próprio corpo ou usando armas (martelo, pedaços de madeira e revólver) e agressões com termos que denigrem a imagem do outro.
De acordo com Bizzo (1982, p.28), “A tentativa de controlar o que é considerado próprio da infância e separar do que é considerado próprio do adulto, ocorre na intenção de preservar as crianças de materiais assustadores e traumáticos...”
Os adultos devem dialogar com as crianças, mostrando a elas a verdadeira intenção da televisão, pois, de acordo com Belloni (2010, p. 88-89) “mais do que nunca, crianças e adolescentes encontram nas mensagens das mídias os valores, os símbolos, mitos e ideais com os quais vão construir suas identidades, seus mundos sociais e culturais”.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Encerro a disciplina de Mídia, Infância e educação com todos os objetivos alcançados; Pude conhecer o que as crianças pensam sobre as mídias e qual o papel das mesmas nas produções culturais das crianças.
Tive também a oportunidade de ampliar meu horizonte sobre a mídia, deixando de ter olhar comum para adquirir então um olhar mais atento e também mais teórico sobre as relações estabelecidas entre crianças e mídias. Afinal, como educadora é de suma importância não deixar de lado as mídias e sim trazê-las para perto de minha prática, desenvolvendo um olhar crítico sobre essas.
Posso concluir afirmando que pensar na criança como produtora de cultura é essencial para repensarmos nossos conceitos sobre mídia, infância e educação.

terça-feira, 5 de julho de 2011

O cotidiano, as cianças, suas infâncias e a mídia: imagens concatenadas

Este texto foi discutido em sala de aula, mostra que: as práticas das crianças indicam que elas controem outros significados a partir das articulações que fazem, quando inseridas na vida cotidiana, ou seja, as reflexões sobre a dinâmica da infância e sobre a forma como as crianças atribuem sentidos as palavras e as coisas através da ações e das suas percepções do mundo.
Para Walter Benjamin, 2005, "[...] as crianças não constituem nenhuma comunidade isolada, mas antes fazem parte do povo e da classe a que pertencem".
Para Manuel Pinto, 2000, considera que a infância emerge como realidade social, porém é uma realidade ainda pouco conhecida. Ou seja, a infância é sempre presente na ordem social.
As crianças se adaptem as dinâmicas sociais que circunscrevem a vida cotidiana, mas também produzem, reproduzem, elaboram e transformam de forma sensível as suas rotinas.

Midia e Infância

Na pesquisa sobre programa infantil foi observado que a emissora transmite 29 programas, sendo que, 28 são adultos e apenas 01 atinge o público infantil, ou seja, a emissora produz 3,4% de programas infantis, este denominado TV Globinho que tem duração de 1:20h no período matutino entre 10:40 a 12:00h. Ao assistir o referido programa entre os dias 16 a 20 de maio de 2011, foi observado que a programação não é totalmente voltada ao público infantil, ou seja, no primeiro bloco é transmitido um seriado chamado iClarly, que em resumo trata-se de uma série onde adolescente na faixa de 12 e 13 anos interagem entre si na s diversas situações do dia-a-dia. No segundo, terceiro e quarto blocos os apresentadores falam pouco e, passam os respectivos, desenho animado Bob Esponja, Pingüins de Madagascar e Os Simpsons e, no último bloco os apresentadores entram para se despedir. Ao analisar a categoria, o gênero e o formato do programa identificou-se que no site da emissora o programa TV Globinho tem classificação etária para 10 anos, o formato e as falas dos apresentadores são voltados ao público entre 7 e 10 anos. Também, foi avaliado o conteúdo, os objetivos, os personagens, a composição do cenário (objetos, cores, luzes, movimentos da câmera), os temas que abordam, os valores que promovem, se trazem mensagens de violência, de preconceito, mensagens positivas e entre outros, face ao exposto, o conteúdo do programa é pobre de informação, os apresentadores quase não aparecem, somente no primeiro bloco pra apresentar a programação e no último para se despedir. O cenário parece um quarto de adolescente e a bancada de onde eles apresentam o programa é como se fosse uma mesa de estudo com lápis, livros e bichos de pelúcia, as cores chamam muito atenção por serem vibrantes. Aparentemente não existe movimentação de câmera, pois os apresentadores ficam sentados durante todo o tempo. Outro fator que identificou-se foi a visão de infância que compõem o programa, ou seja, pureza infantil, adulto miniaturizado, criança adultizada, promessa de futuro, símbolo de esperteza, sujeito de direitos, apelo de consumo, com isso, verificou-se que o perfil dos apresentadores são adultos miniaturizados, pois são 2 adolescentes com idade aproximada de 16 anos querendo se passar por crianças e, por fim, analisou-se o que é veiculado nos intervalos comerciais, a maior parte dos comerciais são voltados ao público adulto, mas não são inadequados as crianças, além disso, os comerciais para o público infantil, são aqueles voltados ao consumo.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

As Mídias como Dispositivos de Socialização

Um dos textos estudados na disciplina de Mídia infância e educação, foi: Crianças, Adolescentes e Mídias no Brasil, o capitulo que me chamou atenção foi As Mídias como dispositivos de Socialização onde Marie- José Chombart de Lauwe e Claude bellan ( Chombart de Lauwe e Bellan 1979, p 9) falam que as crianças da imagem são, ao mesmo tempo, as pequenas personagens, postas em cena nas mídias destinadas à infância, e as crianças que as assistem. Entre essas crianças e os heróis que elas escolhem como modelos se instaura um dialogo na sociedade dita de imagem, em que os meios de comunicação de massa desempenham um papel central ao longo da socialização da jovem geração.
As crianças tendem a viver, com uma vida imaginária, a ausência de atividades e práticas que lhes permitam agir sobre seu ambiente. As mídias desempenham para elas um duplo papel: de um lado, apresentam outros modos de vida desejáveis, alargando horizontes, criando expectativa e, muitas vezes, gerando frustrações e, de outro, colocam em cena crianças vivendo situações e ações que lhe são proibidas, mas de que elas participam virtualmente, identificando-se com personagens mirins ou adultos.

Analise da programção infantil

Durante a disciplina de Midia, Infancia e Educação, foi proposto uma pesquisa, onde cada grupo ficaria responsavel de pesquisar a programação infantil de um canal de televisão, e outros sites e revistas.
Meu grupo ficou de pesquisar sobre a programação infantil da TV globo. Na elaboração da pesquisa foi observado que a emissora transmite 29 programas, sendo que, 28 são adultos e apenas 01 atinge o público infantil, ou seja, a emissora produz 3,4% de programas infantis, este que é denominado TV Globinho que tem duração de 1:20h no período matutino entre 10:40 a 12:00h, foi observado que a programação não é totalmente voltada ao público infantil. Ao analisar a categoria, o gênero e o formato do programa identificou-se que no site da emissora o programa TV Globinho tem classificação etária para 10 anos.
O conteúdo do programa é "vago", os apresentadores (Paulo Mathias Jr e Mariah Rocha) quase não aparecem, somente no primeiro bloco pra apresentar a programação e no último para se despedir. O cenário parece um quarto de adolescente e a bancada de onde eles apresentam o programa é como se fosse uma mesa de estudo com lápis, livros e bichos de pelúcia, as cores chamam muito atenção por serem vibrantes. Aparentemente não existe movimentação de câmera, pois os apresentadores ficam sentados durante todo o tempo. Outro fator que identificou-se foi o perfil dos apresentadores, são adultos miniaturizados, pois são 2 adolescentes com idade aproximada de 16 anos querendo se passar por crianças e, por fim, analisou-se o que é veiculado nos intervalos comerciais, a maior parte dos comerciais são voltados ao público adulto, mas não são inadequados as crianças, além disso, os comerciais para o público infantil, são aqueles voltados ao consumo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

As Mídias no cotidiano das crianças

Diante da socialização em sala,referente do conhecimneto da "mídia" pelas crianças,percebeu-se que as mesmas não fazem relação da "mídia" pela nomenclatura,porém,exlpicando para elas o que signica elas conseguiam identificar,como televisão,internet,jornal etc...
Foi possível identificar,nos resultados das pesquisas apresentado pelo grupo de sétima e oitava fase,do curso de pedagogia, na disciplina de Mídia e Infância,que as crianças menores se seis(6)anos elegeram como mídia favorita a "televisão,já,as crianças maiores de sete(7)anos,elegeram a internet(computador).Portanto,foi possivel concluir,durante a socialização,que há uma grande tendêcia da "mídia" internet,torna-se muito popular,e mais rápido do que se imagina,como já revelam algumas pesquisas.
Em relação a programação da TV direcionada ao publico infantil,percebeu que há pouco investimento,e que muitas vezes o carater apresentado para este publico não é educativo e muitas vezes de pouca qualidade.
Das emissoras pesquisadas,"Globo,Record,SBT,,Band,constatou-se que as crianças não são valorizadas,na questão da TV aberta. No entanto,mesmo as programações apresentarem pouca qualidade para as crianças,elas constroem seu imaginário,e sua próprias representações, a partir dos conteúdos que lhes são apresentados,ou,seja,"Pela mídia a criança tem acesso à (...) inumeráveis situações, informações e problemas em torno da vida social e natural, proxima e distante, sobre diversas facetas e dimenções do tempo e do espaço, numa linguagem complexa que resulta de uma combinação de varias linguagens''(Pinto, 2000 p.2660). E se eslas atribuem significado ao que circula pela midia é porque elas estabelecem uma relação intima com aquilo que faz parte do seu cotidiano. (Gomes, 2008p. 190).

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Mídia e Infancia

Na disciplina de Mídia e Infância nos aprofundamos mais na relação existente atualmente entre as crianças e as mídias. Tal resultado se deu a partir de uma entrevista com crianças de 8 e 9 anos, sobre o que entendem sobre mídias e a quais delas têm acesso, podendo ressaltar também que muitas vezes sem esse dado acesso algumas delas (computador, revistas, livros, internet) citam que as utilizam em outros espaços, principalmente nas escolas.

Nessas entrevistas, as crianças evidenciaram o uso da televisão. Salientando que preferem o computador, mas como não têm acesso em casa à televisão acaba sendo um objeto de extrema utilidade por elas e por seus pais. Relataram também seus programas preferidos. Esses programas acabam se constituindo em importante elemento do mundo infantil contemporâneo, carregados de sentidos e significados para as crianças. A partir do que foi analisado, posso fazer alguns apontamentos e reflexões que considero importantes e podem apresentar-se como reflexos dessa cultura em que estão inseridas nossas crianças.

Manuel Pinto (2000 p. 71-72) avalia que as crianças vêm televisão cada vez mais cedo, dominam com maestria o controle do aparelho desde tenra idade e consomem com interesse programas não apenas destinado a elas, mas também aqueles dirigidos aos adultos. Para ele, ver televisão, por exemplo, não é um ato individual, mas social, porque os meios se encontram na dimensão do cotidiano infantil e o que circula por esse aparato suscita e alimenta interações infantis.

A partir desses dados, pode-se perceber como é importante a análise critica sobre as mídias destinadas ao público infantil, pois ensinam sobre o mundo e informam e formam opiniões, veiculam uma visão de realidade. A mídia exerce impactos no desenvolvimento da criança, pois tem papel na socialização dos sujeitos, alem de reprodutora social. Exigindo que pais e educadoras entendam a reflexão critica sobre as programações dos sites infantis, qual a criança estão expostas. À informação a todo o tempo, formando indivíduos críticos ou não da realidade da sociedade em que estão inseridos.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A televisão Brasileira

A televisão brasileira sempre teve um espaço para programação infantil ao longo de sua trajetória. Baseando-se em uma dinâmica circence , onde foi a primeira inclusão da criança no universo do “ público televivo”. Assim passa a ser um objeto mágico na vida das crianças com uma linguagem lúdica.

Estabelecendo uma nova fase para pais e filhos onde se perde o horário de dormir com toda programação da teve aberta. As crianças não querem perder os programas da TV . Por sua vez na década de 50 estabelece uma propaganda onde um indiozinho retrato de uma criança que a visa que esta na hora de ir dormir. Estabelecendo um horário adequado para as crianças na TV aberta.

Nos anos 80 a criança ocupa um novo lugar no espaço midiático. Um novo conceito de programa infantil surge voltada para à animação e às gincanas. Agora passa a ter uma apresentadora , brincadeiras de auditório competitivas valendo premiação e empresas patrocinadoras.

Começa a venda de produtos vinculados aos programas e à figura das apresentadoras. Venda de produtos como boneca, vestuário , aparelhos eletrônicos, alimentos etc..

Programas criados por adultos supondo o que eles acham ser adequados para uma criança. Tendo como consequência a criação de novos canais , séries e filmes, desenhos animados, games e shows.

A autora Monica Fantin destaca um interesse pela questão referente ao universo infantil, como a mídia televisiva e ao cotidiano da criança.

A criança de hoje não tem a mesma infância que a criança de antigamente. A infância que conhecemos esta mudando devido suas manifestações culturais , a complexidade das transformações presentes no mundo contemporâneo. A criança vista como adulto pequeno, um ser invisível, seja de sentimentos ou pensamentos diante a sociedade, até torná-la importante, tem uma influencia da sociedade e no mercado industrial, ambos influentes nas questões que envolvem os mesmos.

Criança Educação e Mídia.

Um dos meios mais difundidos de comunicação na sociedade atual é a televisão, além de ser o veículo de maior acessibilidade. A exposição à televisão pode trazer alguns benefícios, porém, oferece potenciais de riscos prejudiciais que não se pode descuidar. É necessário que a alfabetização de mídia tenha início já na infância através da família e da escola. Ambos têm responsabilidade de prover as crianças informações necessárias para reduzir os efeitos negativos que a televisão pode causar.

Mídia e infância

Nos dias atuais,percebe-se que as mídias(Televisão,Internet,Rádio,Jornal.,etc...)estão cada vez mais presentes no cotidiano dos indivíduos, e principalmente das crianças.
Diante desse fato, estudos revelam que a “televisão” tem se mostrado um dos veículos mais poderoso da era eletrônica, e por isso acabam de alguma maneira influenciando na vida das crianças, que “Passam em média,4 ou 5 horas por dia diante da televisão,como revela pesquisas recentes”.(Rego,2004.p.167).
Sabemos que muitas vezes a televisão é muito criticada,em virtude do conteúdo apresentado pelos programas,pois muito deles não apresentam um caráter educativo na vida dos pequenos.Desta forma,vale destacar,sobre a importância da mediação do adulto em relação aos programas assistidos pelas crianças,é fundamental que ele estabeleça limites e apresente para elas outras formas de diversão.
Porém ficou claro, nos estudos realizados na disciplina de Mídia Infância e Educação que:A criança não pode ser vista,portanto,como um receptor passivo, nem tampouco como um objeto de manipulação da industria cultural.Acriança age,reage,cria e se transforma a todo instante,já que é assim que internaliza os instrumentos de sua cultura e se incorpora ao mundo.Ou,seja,ela interage de modo ativo com aquilo que é veiculado na TV, no cinema ou teatro.Não há aqui também nenhum propósito de isentar os produtores assim como a própria sociedade,de suas responsabilidades com a criança.O fato de a criança interagir de modo ativo com os produtores culturais que lhe são ofertados,não a faz menos vulnerável.(Magalhães,2003,p.116).

Blog criado pela secretaria municipal da educação. Dá uma olhadinha.. como é interessante!

"Experiência em Ação Mídia Educação. Este blog pertence ao Núcleo de Tecnologia Municipal de Florianópolis/SC, Secretaria Municipal de Educação. O NTM organiza e fundamenta ações pedagógicas voltadas para o uso de ambiente colaborativo de aprendizagem, mediado pelas tecnologias/mídias nas escolas da Rede Municipal de Ensino/RME. O blog EXPERIÊNCIA EM AÇÃO MÍDIA EDUCAÇÃO registra aqui seus momentos e ensaios das formações continuadas que realiza, bem como, dos projetos educacionais.(http://nte-floripa.blogspot.com).

Este blog apresenta os conteúdos trabalhados em sala de aula sobre as midias e outros conteudos que envolve sobre o blog(ferramentas utilizada por ele.

Xuxa e os duendes..... REGO, Tereza.... Essa aula produtiva. Como analisar Filmes com a Rego.

Este texto foi discutido em sala de aula com muita freqüência, sobre a polêmica do filme da Xuxa. Apesar da discussão em sala, não poderia deixar de fazer uma breve síntese do texto, que chamou atenção de todos.
Síntese:
Rego, Tereza (2004) em seu texto “Algumas reflexões sobre a qualidade da produção cultural que é oferecida às crianças”, relata na primeira parte sobre o filme da Xuxa e os duendes e argumenta como esse filme pode agradar tanta platéia e incomodar tanto os críticos.
Ela assistiu o filme, e percebe quanta coisa tem de errado do inicio até o fim como a fala do Gugu Liberato “ agora tudo gira em torno da proteção da natureza”, parece um laguinho e uns passarinhos e já é ecológico, sem falar que não sabemos que temos que cuidar do meio ambiente. Outra coisa importante como aparece tantos atores/cantores porque além do publico pequeno tem que conquista o publico grande pelo simples fato, a criança tem que esta acompanhada de um adulto.
Rego diz que no filme aparece “cenas que você não viu”, é os créditos do final do filme, que é mostrado a Xuxa tirando a peruca, os óculos e maquiagem e cenas erradas. O problema disso é que aparece vários propaganda como marca da tinta do cabelo da Xuxa, a filha dela que nem aparece no filme acaba sendo mostrada empurrada na balança. “O filme é uma fonte de licenciamento de produtos, que impulsiona, portanto, uma complexa operação de marketing, ávida por vender uma série de outros artigos e bugigangas de toda ordem: bonecos, games, quadrinhos, revista, roupas e sapatos (p.159, 2004).
Como esse filme pode ser agradar as pessoas, é porque está relacionada à forca televisiva da protagonista, ou seja, o filme fez sucesso por causa da imagem de uma apresentadora poderosa. Seu poder de penetração nos lares brasileiros de várias regiões e extratos sociais parecem ter a competência de não somente atrair um grande público ao cinema, e sim silenciar aqueles pelas críticas do filme entre outros.
Rego considera “as crianças vítimas desprotegidas das forças televisivas ou cinematográfica das falsas loiras. Obviamente não se trata disso. Acha apenas que é fundamental que analisemos o tipo e a qualidade de produção cultural que é oferecida a criança em nossa sociedade” (p.159, 2004).
Em seu texto, fará algumas considerações relação do espectador com a TV e a educação. Apesar da diferencia de veículos, com linguagem e lógica próprias, será possível constatar que o trabalho ativo do sujeito receptor é o mesmo, seja na TV o cinema.
A televisão exerce um enorme poder sobre os indivíduos que assistem que acaba sendo responsáveis índices de violência presentes na sociedade atual.
“A televisão é também bastante criticada, particularmente nos meios intelectuais, pelo seu caráter pouco educativo. Já não se fala mais que a TV como o futebol e o samba é ópio do povo ou fator de alienação das massas. Essas palavras de ordem foram substituídas, mas ainda podemos perceber, mesmo que de maneira sublimar, uma espécie de incômodo pelo fato de a TV não pretender desenvolver um papel educativo junto ao seu público” (p.162, 2004). Isto é, a função da televisão não é educar com os programas entre outros, que passa diariamente e serve para divertir, distrair entre outras. Apesar a TV passa documentários educativos mais são bem poucos e quando é apenas poucas pessoas tem acesso a este. Não cabe a ela ser didática, nem tampouco transmitir de modo sistemático e intencional, como a escola, o patrimônio de conhecimentos acumulados pela humanidade. E quando ocorre a didática tem o risco de ser chata, pelo simples fato o trabalha fora do que é especifico e pertinente.
Rego diz que não tem como trata TV de maneira do modo genérico, porque apresenta diversos gêneros e que determina modo de interação com quem assiste, já que é diferente de outros meios e linguagem como o cinema, e penetra no mundo privado e possibilita a convivência com tarefas cotidianas, como afazeres domésticos. A partir daí que as características tão particulares da TV, precisa ser averiguada e compreendida por ela ser plural e multifacetada. Para isso é preciso colocar critérios próprios a TV, capazes de dar conta de sua especificidade com linguagem, estilo e estruturação das imagens, e das intrincadas relações que ela coloca com telespectador.
Enfim sabemos que hoje temos condições de afirmar que as questões que envolvem os meios de comunicação não podem ser discutidas separadamente da sociedade e do sujeito, produtor de complexas significações.
Depois da síntese apresentada, queria agradecer pelas aulas de Mídia, Infância e Educação, pois deixou bem claro o que devemos trabalhar com as crianças e que atividades podemos dar a elas sobre as mídias. Com isso e de extrema importância essas aulas tão dinâmicas e apresentadas com vídeos e debates para analisar as mídias em nosso dia-a-dia.

Um breve síntese do texto. O qual chamou minha atenção...a linguagem audiovisual serve para que?

Este texto, no qual apresentei na fundamentação teórica, e novamente aqui. Por que é extremamente saber como é o processo e a utilização da linguagem audiovisual. Uma breve síntese do texto.
A linguagem audiovisual é composta pela linguagem verbal, sonora e visual. Conjugadas transmitem uma mensagem específica.
Cruz, Dulce relata no texto “Linguagem audiovisual” que a “linguagem cinematográfica é composta por uma totalidade de códigos chamados por Metz de específico e não específico” (2010, p.36). Código específico cinematográfico são os movimentos de câmera e montagem produzida no cinema. O não específico são códigos narrativos compartilhados com outra linguagem como vestuário, iluminação, cenário, cor e a execução dos atores. A seguir vamos relatar sobre o mesmo.
A iluminação – A matéria prima da fotografia é a luz e, por conseqüência, da televisão e do cinema. Iluminar é o trabalho de adaptar imagens pelo meio de contraste entre sombra e a luz existente na natureza.
Cruz afirma que a “iluminação da fotografia tanto estática como para cinema, trabalha como uma única referência: o sol” (2010, p.37). O sol é a grande fonte de luz e por onde baseamos a estética de todas as outras fontes.
Ao reproduzir o sol não é uma atividade simples, pelo contrário, o diretor de fotografia é responsável por acender a luz. Betton (1987, p.55) diz que é muito mais que isso, para ele a “iluminação é um cenário vivo e quase um ator”, criando ambiente, climas temporais e psicológicos.
Ao iluminar uma figura humana, têm três fontes de luz: a principal (luz dura, que mostra as características faciais e cria sombras duras), a luz de enchimento (serve para amenizar as sombras da luz principal) e a contra - luz (uma luz dura que dá profundidade na imagem e acrescenta luz aos cabelos). Esse conjunto de luz é o que usa na televisão, onde muitas vezes a iluminação procura simplificar o trabalho dos profissionais envolvidos, que se torna mais fácil e realista.
As fontes de luz podem ser entendidas através de seu direcionamento, que são a iluminação direta que é apontada sem nenhuma intervenção que modifique sua característica original, e a outra é a iluminação transmitida ou refletida é quando a luz é alterada sem eu percurso que modifica a qualidade.
Vestuário no filme pode destacar os diferentes cenários, podendo, por beleza ou contraste, que deixa sua marca no agrupamento de atores e no conjunto de um plano ou mesmo, ser modelado pela iluminação, dando luz ou apagado pelas sombras.
Segundo Martins (2003) o figurino que veste os personagens é considerado em três etapas:
1. Realista que esta de acordo coma realidade histórica (filme de épocas).
2. Para-realista quando o figurinista inspira-se na moda de época, tendo preocupação com o estilo e a beleza.
3. Simbólico quando a exatidão não importa e vestuário tem a missão de traduzir caracteres, tipos sociais ou estados de alma (uniformes de escravos)
Cruz aponta que “o cenário tem mais importância no cinema que no teatro, já que uma peça teatral pode ser representada com um cenário extremamente esquemático enquanto que o realismo da cena cinematográfica parece exigir obrigatoriamente o realismo do quadro e da ambientação” (p.45, 2010).
Martins (2003) diz que a redescoberta da cor se da em meados dos anos 1930, que mais tarde generaliza no ano 1950. Ao ressalta sobre a cor, é importante saber como a cor se impõe em filmes onde possa exibir ser caráter feérico (por exemplo, mundo das fadas), caloroso, artificial e invasor, como especialmente em comedias, filmes não realistas em entre outros. O cineasta não procura sistematicamente a reprodução correta das cores, que pode explorar tonalidades mais quentes ou frias, como finalidades artísticas, visando o contraponto com conteúdos dramáticos da imagem.
O desempenho dos atores, no cinema é bem diferente do que acontece no teatro, é porque no palco o ator pode levar ao mesmo tempo a forçar seu desempenho e a estilizá-lo, não precisa ser natural para ficar perfeito e no cinema a câmera se encarrega de por em evidência a expressão gestual e verbal, mostrando a interpretação que é feita nuance, interiorizada.

Algumas reflexões sobre a qualidade da produção cultural oferecida às crianças de Teresa Cristina Rego

Esse texto aborda tópicos relacionados ao sucesso de um produto cinematográfico, nesse caso, o filme brasileiro Xuxa e os Duendes. A autora enfatiza todos os retoques feitos para que a produção chamasse a atenção das crianças, coma perfeição da atriz principal, com métodos para reduzir a idade, porém o filme destaca temas que vão contra os padrões sociais estabelecidos, como a formação familiar.
A sociedade cobra padrões de beleza, que na vida cotidiana não são tão simples. A atriz principal, que já tem mais de 45 anos, se enfatiza como uma menina, que nada tem a ver com sua realidade, principalmente a doçura com que fala no filme, pois ela tem outro perfil enquanto pessoa, levando a fama de ser muito antipática.
Os conteúdos veiculados no filme geram e estimulam comportamentos, que vão até o nível da violência, com atos agressivos, como confusões e atritos entre os personagens, que no cotidiano acontecem, porém de maneira mais sutil.
O que é indústria cultural de Teixeira Coelho


O texto faz um apanhado sobre o que indústria cultural, enfatizando que essa indústria é caracterizada por ações que dividem o mundo entre o bem e o mal. Aqui entra em questão a relação da indústria cultural com os meios de comunicação de massa. A cultura é vista, como cultura de massa para fins de consumo da produção e não para que haja entendimento e assimilação de conhecimentos que serão utilizados no cotidiano.
É como uma propaganda em que aparecem carrinhos andando sozinhos, como se eles tivessem vida, o que não é real. A criança imagina que se tiver com aquele bem de consumo irá fazer o que está posto diante da mídia.
A cultura de massa surgiu com a revolução industrial, refletindo o momento histórico.
A indústria cultural leva a sociedade a ser distintamente classificada em classes, onde uma classe se opõe a outra. A cultura nesse caso é frágil, como se fosse um produto qualquer, pois Cada pessoa, por exemplo ao ver uma novela em que fala de uma doença comoa aids, começa a elaborar um contexto de sofrimento que muitas vezes pode ser tratado e o doente pode levar uma vida normal.